Being Erica

Eu adoro séries de televisão. Assisto desde os tempos de Barrados no Baile, passando por Melrose, Friends e tantas outras que marcaram minha juventude. Esse formato de novelinha semanal é ótimo, você acompanha a evolução da trama sem se prender demais e, em geral, os episódios são conclusivos, você não fica muito perdido se perder uma semana ou mesmo se começar a assistir no meio da temporada. Estou sempre zapeando e procurando novidades e tem surgido séries para todos os gostos -  Grey's Anatomy, Private Pratice, Revenge, Grimm, Once Upon a Time... Boas companhias nas insônias da madrugada.

Sabendo do meu interesse, recentemente meu marido me apresentou uma série canadense chamada Being Erica. Leu a sinopse e achou que eu ia gostar, mas a motivação mesmo foi a coincidência do nome.

Being Erica conta a história de uma mulher à beira dos 30, sem perspectivas profissionais, sem vida amorosa, estressada com a família, e que tem a sensação de que a vida de todo mundo evoluiu, menos a dela. Está meio acomodada, sentindo pena de si mesma. Parêntese: deu pra notar que a coincidência está só no nome, né ? Fecha parêntese. Continuando: um dia, Erica encontra um terapeuta que lhe propõe um tratamento especial. Ele pede para ela listar todos os seus arrependimentos e lhe dá a oportunidade de revisitar seu passado para consertar seus "erros". Ela volta no tempo! Mas o que é mais interessante: ela volta ao passado com a mentalidade do presente. É a Erica madura que volta no tempo e percebe a cada "conserto" os impactos desses movimentos no seu futuro (o presente, no tempo real) e vai concluindo que a sua maturidade foi construída justamente através de cada tropeço. Além disso, a maturidade permite que ela enxergue as situações de forma mais ampla ao voltar ao passado, se colocando no lugar do outro e percebendo que nem sempre as suas conclusões foram precisas, que muitas vezes se basearam na visão parcial que detinha, com base nos elementos que era capaz de observar. Parece meio óbvio, eu sei, mas a série não é tão simplista assim. Cada episódio é uma "desconstrução" (essa palavra está na moda) para a reconstrução da Erica.

O enredo é meio "Peggy Sue, seu passado a espera", filme das antigas com Kathleen Turner e Nicolas Cage que eu assisti muitas vezes na Sessão da Tarde. É um pouco viagem essa estória de viagem no tempo, mas acho que esse é um dos pontos positivos da série, afinal, o objetivo é entreter. A abordagem é leve e descontraída, é facil se identificar com os dramas e situações cômicas da protagonista e é legal ver a sua transformação ao longo da série, quando aprende a confiar mais em si mesma, a ficar menos dependente da aprovação dos outros e a buscar seus próprios sonhos. Enfim, Erica assume as rédeas da sua vida.

A série teve quatro temporadas e foi encerrada no final de 2011. Eu assisti todos os episódios (fiz download) e posso dizer que Being Erica contribuiu para eu lembrar de ser sempre Erica. Contribuiu para valorizar minhas escolhas, porque cada porta que se atravessa é o primeiro passo para uma nova direção. Foram as portas que atravessei que me trouxeram até aqui, tenham sido elas boas ou más escolhas. Não importa agora por onde entrei, o que importa é saber que a vida é um imenso corredor onde ainda vou me deparar com muitas portas. Cabe a mim, somente a mim, escolher por onde irei seguir. Pode parecer que não tem nada de novo nisso, mas tem muita gente que esquece de olhar pra frente, para as portas que se apresentam, porque ficam lamentando as que se fecharam. Being Erica pode ser um começo para a reflexão e mudança de atitude...

Eu adoro séries de televisão. Assisto desde os tempos de Barrados no Baile , passando por Melrose, Friends e tantas outras que marcaram ...

Barrados no Baile

1992. Eu tinha 16 anos, estava no terceiro ano do nível médio, quando a Globo começou a exibir a série Barrados no Baile. A série contava a história de dois irmãos gêmeos, Brandon e Brenda, adolescentes, que tinham acabado de se mudar com a família para Beverly Hills, bairro classe A à milésima potência de Los Angeles, Califórnia. No colégio West Beverly, onde inicialmente enfrentaram a dificuldade de integração e as diferenças sociais, encontraram grandes amigos, com quem dividiram suas aflições juvenis, como relacionamento com os pais, primeiro amor, virgindade, traição, drogas, faculdade, primeiro emprego, enfim, todos os temas comuns da juventude. Barrados no Baile foi um sucesso na minha geração.

Depois de algumas temporadas, a Globo parou de exibir a série, mas logo veio a TV por assinatura e eu pude continuar a assistí-la na Sony. Eu posso dizer que vivi com os personagens de Barrados no Baile - além de Brandon e Brenda, Kelly, Donna, Andrea, David, Steve e Dylan - as mesmas fases da vida, pois tínhamos a mesma idade e fizemos juntos a transição da adolescência para a vida adulta, com todos os seus desafios e conflitos. A série realmente falava a minha língua e os personagens eram exatamente como os amigos da minha turma.

Com o tempo, personagens entraram e sairam, alguns voltaram temporadas depois, e a série fechou um ciclo perfeito no final, depois de 10 temporadas. Me lembro perfeitamente do último episódio, em que todos celebraram o casamento de Donna e David, um amor com todos os encontros e desencontros de uma relação que começou com um namoro adolescente, passou por outras relações e teve um reencontro no final. Bem final feliz.


2006. Tive gêmeos. Menino e menina. Claro que Brandon e Brenda passaram pela minha cabeça na hora de escolher os nomes, mas já tinha uma prima que havia dado o nome Brendon ao seu filho, também inspirada no bom moço da série, e além disso, havia um nome que sempre disse que daria à minha filha. Assim, em comum acordo, eu escolhi o nome da menina e meu marido escolheu o nome do menino.

Mas houve um fato interessante: nossos bebês acordavam às 3h da manhã para a mamada da madrugada, e eu, zapeando pela TV, descobri que Barrados no Baile estava sendo reexibido diariamente nesse horário. Assim, durante os 6 meses em que eles mamaram de madrugada, eu acompanhei a série novamente, e isso tornou muito mais fácil ficar horas acordada para amamentar. E por incrível que pareça, novamente assisti até o capítulo final.

Definitivamente, Barrados no Baile marcou fases importantes da minha vida e espero ainda lembrar da série, no futuro, quando meus filhos forem adolescentes, por enxergar neles a mesma parceria e cumplicidade dos gêmeos Brandon e Brenda. Quem sabe eu não me identifique novamente com os personagens da série, no caso, com Cindy e Jim, os pais dos garotos, que no passado eu enxergava exatamente como os meus pais ? Não dizem que o tempo responde aos conflitos de gerações ?

1992. Eu tinha 16 anos, estava no terceiro ano do nível médio, quando a Globo começou a exibir a série Barrados no Baile. A série contav...

Coelhinho da Páscoa



Essa história aconteceu na Páscoa do ano passado, quando nossos filhos (gêmeos) estavam com 5 anos.

Estávamos tomando café da manhã...

Nossa filha, um tanto hesitante, comenta:

- Papai, a minha colega da escola disse que o coelhinho da Páscoa não existe...

O pai, com muito cuidado, para não mentir, mas também para não destruir a fantasia da criança, responde:

- É, filha ? Sabe, esse assunto é interessante... Acho que nós temos que pensar a respeito... As pessoas falam do coelhinho da Páscoa , mas eu mesmo nunca vi... E vocês já foram ao supermercado com o papai e a mamãe e viram que lá tem um monte de ovos de Páscoa, não é ? O que que você acha ?

Nosso filho toma a frente e responde, confiante:

- Já sei ! O coelhinho da Páscoa coloca os ovos no supermercado!

Nada mais lindo que a inocência das crianças, né ? 

Essa história aconteceu na Páscoa do ano passado, quando nossos filhos (gêmeos) estavam com 5 anos. Estávamos tomando café da manh...

Dia típico



Segunda-feira. Sabe aquela semana que você começa com tudo planejado na sua cabeça ? Reuniões, projetos, acompanhamento de resultados e monitoramento das ações para fechamento de trimestre. Tudo planejado! Você vai para o trabalho com tudo esquematizado, até porque essa semana tem feriado - Sexta-feira Santa - e você não pode perder um minuto. Começa o dia, reunião com a equipe... Depois, enquanto assina uns contratos que estão na bandeja, responde e-mails e retorna as ligações de sexta, que você não conseguiu porque estava viajando, entre um e outro despacho... Tudo normal.  Almoça no restaurante da empresa mesmo, nada de sair do prédio para não perder tempo. No máximo meia hora e já está de volta, aproveitando o silêncio do escritório ainda vazio e sem toques de telefone, porque ainda é horário de almoço, para raciocinar em cima da análise financeira que compõe a proposta para um cliente que precisa ser enviada hoje. Típica segunda-feira.

Após o almoço, reunião de coordenação com seus pares e seu Big Boss. Você entregou todas as demandas, tudo sob controle. Eis que nessa hora surge um fato novo. Um problema que precisa ser resolvido ainda dentro do mês. Tem que conduzir essa negociação urgente. Em Manaus. O calendário mostra que falta dia no mês para tantos compromissos, não dá pra cancelar nada. Vai fazer o que essa noite ? Dormir no avião para já estar em Manaus amanhã cedo! E assim, às 5 da tarde, o seu planejamento vai por água abaixo! Você que pretendia ficar no escritório até umas 8h para fechar o gerenciamento de desempenho de  pessoal, sai correndo para pegar a mala em casa para estar no aeroporto às 8h. Do carro, já vai instruindo a sua ajudadora para adiantar a mala e agendar o táxi para as 7h, liga para o marido para avisar que não o verá hoje e torce para o transporte das crianças não atrasar, para conseguir dar um beijinho nelas antes de ir e conferir se o filho está bem, já que passou a madrugada na sua cama com crise de bronquite.

Dá tudo certo, o trânsito ajuda. Seus filhos chegam e já vêem a mala pronta. Já sabem que você está de partida. A filha diz que vai fingir que você não viajou, apenas chegou muito tarde e não deu tempo de vê-los acordados, e que no dia seguinte, saiu bem cedinho, antes deles levantarem, porque ela fica triste quando você não dorme em casa... Seu coração aperta, você a abraça e diz que no dia seguinte estará com eles em casa. O interfone toca, o táxi chegou.

Mais uma vez, trânsito bom. Está com sorte. Você chega ao aeroporto 20 min antes do horário de embarque. Está indo em direção ao portão e vê que o salão está vazio. Será que dá pra dar uma ajeitada nas unhas em 20 min ? E não é que deu mesmo ?

Entra no avião, seu assento é no meio. Que maravilha! Serviço de bordo, você tá cheia de fome e te oferecem um pacotinho de amendoim com uma bebida! Repito: viagem no horário da janta e o que te oferecem é um amendoim!  Dá pra piorar ? O pior é que dá... Você vai ouvindo uma música pra relaxar quando sente um cheiro esquisito no ar ...  Alguém no seu entorno está soltando pum! De chorar, amigos!

4h depois, você chega em Manaus. Graças a Deus!  Faz um lanchinho no aeroporto, já que a essa hora o restaurante do hotel deve estar fechado. 1h30 da manhã, você manda um sms pro marido, para não acordar as crianças com o telefone. Ele não responde, deve estar dormindo ! Que bom! Sinal que seu filho não teve outra crise, ou ele estaria acordado. Você demora a desacelerar e dormir. Coloca o celular para despertar: tem 6 h de sono. Deita e liga a TV. E pra variar, estranha a cama... Mais uma noite mal dormida...

Terça-feira. A reunião é bem produtiva, mas extensa. Atravessa o horário do almoço. Quando você se dá conta, já são quase 15 h e seu voo de retorno é às 16. Tem que encerrar a reunião e correr para o aeroporto.  Chega em cima da hora, não dá tempo sequer de comprar um lanche. Mais uma refeição no avião! O serviço de bordo da Tam é generoso: um pacote com 2 biscoitos de água e sal, um polenguinho, um bolinho e coca-cola. Mas na hora da fome, virou um banquete... Rssss

Você escreve esse diário de viagem enquanto está em voo, para matar o tempo. Nas últimas 24h, passou 8 delas dentro do avião. Não vê a hora de desembarcar. Chegada prevista para as 21h30. Meia hora para pegar a mala que foi obrigada a despachar. Até chegar em casa, quase uma hora de táxi. Certamente, não verá os filhos acordados. Normal. E assim espera completar mais um dia típico da sua vida de executiva.

Segunda-feira. Sabe aquela semana que você começa com tudo planejado na sua cabeça ? Reuniões, projetos, acompanhamento de resultados ...

E viva o Papa!


Sou católica. Fui levada ao Batismo pelos meus pais, como a maioria das crianças. Fiz anos de catecismo para chegar à primeira Eucaristia. Estudei em colégio de ensino religioso, administrado por freiras da Congregação Sagrado Coração de Maria. Aos 12 anos, declarei aos meus pais que gostaria de ser freira. Foi um grande susto para eles. Misto de decepção e descrença. Como uma criança naquela idade poderia entender a complexidade daquela decisão e se achar preparada ? Talvez por isso, eles apoiaram a minha decisão de fazer concurso para a ENCE (Escola Nacional de Ciências e Estatísticas), tradicional escola de ensino técnico no centro do Rio de Janeiro, aos 13 anos, e apesar da distância do meu bairro (Campo Grande) e da minha pouca idade para encarar os escassos e lotados ônibus, eu fui (desisti nos primeiros meses, mas deixa esse assunto para outra hora).

Continuei participando ativamente das missas, completei o Pré-Jovem, fiz a Crisma, aos 16. Do grupo de Crisma, fundamos o Grupo Jovem na nossa paróquia, que estava há anos fora de atividade. E participei de todas as atividades da Pastoral da Juventude daquela época, junto com outras igrejas da Região IV. Aos 18 anos, atuei na coordenação da Crisma, participando dessa etapa na vida de muitos jovens. Jovens como eu. Também me dediquei ao catecismo, um pouco depois. Grande privilégio falar de Deus para as crianças! Assim, percebi que há diferentes formas de manifestar a nossa vocação e servidão e atendi dessa forma ao meu chamado.

Foi na igreja que conheci o meu marido. Participamos da mesma turma do grupo de Crisma, mas só anos mais tarde, ao nos reencontrarmos no Grupo Jovem, surgiu um novo olhar. Diante de Deus e da Igreja, recebemos o sacramento do Matrimônio, na Matriz Nossa Senhora do Desterro, onde toda a minha história de fé foi escrita.

Mudamos de bairro quando casamos e por mais que eu tenha tentado, visitando outras igrejas católicas no novo bairro, nenhuma preencheu o espaço deixado pela Nossa Senhora do Desterro. Ali, nos bancos da Desterro, eu me sentia em casa. Eu me conectava com Deus, eu me preenchia. Eu sei que é um absurdo restringir a conexão com Deus a um determinado lugar. Não é o que quero dizer. Mas as pessoas têm seus lugares especiais, onde se desligam do mundo e se permitem a intimidade com Deus. Não importa se esse lugar é entre as paredes de um templo ou de um quarto. No meu caso, talvez porque eu dividisse o quarto com a minha irmã, o meu lugar era ali. Era entrar e desmoronar. E em seguida, me reconstruir, com uma força muito maior que eu sozinha teria, uma força divina. Era sentar ali para sentir que Deus percebia a sinceridade da minha gratidão. 

Nossos filhos nasceram. Gêmeos. Nossas bençãos! Pais de primeira viagem, morando longe dos nossos pais. Qualquer saída de casa era um acontecimento! Ir à missa foi ficando cada vez mais raro. Com o tempo, me afastei da igreja. E o vazio ficou.  

Longe da igreja, mas não de Deus, visitei algumas, inclusive evangélicas. E confesso que em uma igreja em especial, a Comunidade Evangélica Zona Sul, encontrei motivos para ficar. Ali tive quase um "deja vu", parecia que eu tinha me transportado para os bancos da Desterro. Frequentei por mais de um ano e ainda visito esporadicamente. A Palavra é uma só, Deus é único. Não importa onde você O encontre. 

Temos educado nossos filhos na fé cristã, mas sempre soubemos da importância de estarmos inseridos na comunidade. Por isso, esse ano tomamos a decisão de buscar uma igreja para congregar em família e voltamos a participar das missas com regularidade. E justamente nesse momento, a Igreja Católica escreve uma nova página na sua história, com a renúncia inesperada do Papa Bento XVI. Ato de coragem e de amor pela Igreja. Depois de 2 dias de conclave, o mundo conheceu o Papa Francisco, o primeiro oriundo da América Latina, o primeiro jesuíta, cujo nome foi inspirado em São Francisco de Assis. E já nos primeiros dias de seu pontificado, o Papa dá exemplos concretos de humildade e simplicidade, ao trocar o tradicional anel de ouro por prata, ao trocar o trono por uma cadeira como a dos cardeais presentes, ao se chamar de Bispo e se referir aos outros como irmãos. 

Hoje fomos à Missa de Ramos. Não sei se pela data, se pela inspiração que o Papa Francisco tem trazido aos corações dos católicos, tocados pelo sorriso acolhedor do pontífice, ou se por ambos, mas o fato é que há muito tempo não via igrejas tão lotadas. Fomos a que temos frequentado e não conseguimos entrar. Fomos a outra, cuja missa começava 30 minutos mais tarde, e ficamos no corredor de acesso, não conseguimos entrar na nave da igreja. Será que são reflexos dos novos tempos ? Será que é sinal do avivamento da Igreja Católica ?

Que Deus abençoe o pontificado de Francisco ! Amém!   

Sou católica. Fui levada ao Batismo pelos meus pais, como a maioria das crianças. Fiz anos de catecismo para chegar à primeira Eucaristi...

Pelos nossos 9...


Nove. Número natural, o que em linguagem matemática significa inteiro positivo. Exatamente como a nossa história, naturalmente inteira e positiva.

Nove. Número composto. Composto por muitos sonhos e planos, que temos juntos transformado em realizações.

Nove. Número defectivo. Apesar dos nossos defeitos, é perfeito ao nosso modo, perfeito para nós.

Nove. É a nossa prova dos nove. E ao verificar eventuais erros nas operações, confirmamos que somando os momentos felizes, subtraindo as decepções, dividindo a intimidade e multiplicando a cumplicidade, o resultado só poderia ser exato!

Nove. Tempo em meses que esperamos pela chegada dos nossos maiores presentes, que foram entregues por Deus também no mês Nove, que se tornou mais que especial.

Nove. Rima com love. Justamente para lembrar que por todos esses nove, I love... You!

Que venham muitos outros nove e o nosso amor sempre se renove.

Nove . Número natural, o que em linguagem matemática significa inteiro positivo. Exatamente como a nossa história, naturalmente inteir...

Horóscopo de domingo

Não me ligo em horóscopo, não sou leitora habitual e nem deixo previsões influenciarem minhas decisões. Mas hoje, lendo o jornal, acabei me deparando com a seção do Horóscopo e bateu aquela curiosidade. Por que não ler ? E assim, li a previsão no Segundo Caderno, do Globo, que transcrevo abaixo:
Escorpião

A transformação que vem de dentro para fora é responsável pela cura e regeneração. Mas para que as mudanças ocorram você precisa descer às profundezas e enfrentar suas sombras. É tempo de mergulhar na oportunidade de mudar o modo de se relacionar.
Apesar do meu ceticismo, não há como não reconhecer a profundidade desse prognóstico. A mudança está presente na vida de todo mundo, mas não é fácil mudar a si mesmo. É necessário ir fundo na busca do nosso “eu” mais íntimo, para reconhecer nossos medos e exorcizar nossos fantasmas. Somente depois dessa "viagem" rumo ao autoconhecimento é que a gente descobre a nossa verdadeira força, que é capaz de nos reerguer. E uma vez que estejamos livres das correntes que arrastamos, ficaremos leves para recomeçar, para ousar, para nos permitir.

Às vezes, a gente coloca embaixo do tapete a dor sofrida, o amor interrompido, a desilusão vivida, com o intuito de esquecê-los, mas não percebe que essa é a principal forma de torná-los vivos e presentes. É como aquela ferida, que você não trata, então, não cicatriza. Ela está ali, latejante, embora você tente ignorar. Não adianta esconder, principalmente de si mesmo. Porque cedo ou tarde, os fantasmas do passado vêm à tona e se tornam presentes. E acabam com o seu presente.

Não se despedir do passado é não se permitir viver o hoje. É ignorar o presente, esquecendo-se que pode não haver um futuro. Afinal, quem sabe quanto tempo se tem ? Por isso, é bom lembrar do que disse o poeta Fernando Pessoa:

"Vivo sempre no presente. O futuro, não o conheço. O passado, já o não tenho."

Portanto, relembre o passado, mas não se prenda ao que já terminou. Reconheça seus erros como aprendizado, não como punição. Vença seus medos, principalmente o medo de arriscar. E liberte-se para viver o presente, independente do que vem pela frente. Você não tem mais nada a fazer em relação ao que ficou para trás, mas tudo o que fizer daqui por diante determinará do que no futuro você será capaz.

Tá na hora de confiar no seu ferrão, escorpião!


Não me ligo em horóscopo, não sou leitora habitual e nem deixo previsões influenciarem minhas decisões. Mas hoje, lendo o jornal, acabei me...

Dicas de viagem: Foz do Iguaçu

Se você está planejando conhecer Foz do Iguaçu, vou relatar nossa experiência de um final de semana intenso na cidade, tempo suficiente para conhecermos um pouquinho do que é imperdível e sem correria.

Os pontos turísticos são fáceis de achar. Alugando um carro, você não terá grande dificuldade e ainda terá liberdade para montar seus horários, sem ficar preso às programações das agências. O táxi também é uma boa opção, porque a cidade é bem servida do serviço e os valores são bem adequados (não percorre longas distâncias). Além disso, existe controvérsia sobre as autorizações dos carros alugados para circular fora do Brasil, e é certo que você cruzará a fronteira para o Paraguai e Argentina. Então, o táxi é uma opção sem estresse.

O único passeio que indico fazer com agência é à Ciudad Del Este. Não vai prejudicar sua autonomia, pois na verdade, o objetivo é só leva-e-traz, e você terá total liberdade para fazer suas comprinhas, devendo apenas retornar ao ponto de encontro no horário combinado. As agências têm vans e micro-ônibus com vários horários, e você pode ajustar o seu retorno de acordo com sua necessidade. E o principal: as agências prestam suporte no processo de aduana, facilitando a apresentação da documentação pertinente e a liberação.

Vamos ao nosso roteiro:

COMPRAS EM CIUDAD DEL ESTE

Começamos pelas compras, porque o comércio não fica aberto no domingo, somente algumas lojas e até as 13h. Então, decidimos abrir o sábado com as compras.

É um choque cultural. Minha amiga havia me dito que o comércio na Uruguaiana, no centro do Rio, virava shopping center perto de Ciudad Del Este, e ela não exagerou! Na verdade, acho até que o nosso “Saara” ficou desvalorizado nessa comparação. Ciudad Del Este é um formigueiro de gente com sacolas, passando por debaixo das tendas (camelôs) que vão até o meio da rua, deixando pouco espaço para os carros passarem, sem contar com os mototaxis, que se jogam em cima da gente e parecem se multiplicar. Nunca vi tantas motos circulando.

Mas é claro que tem o lado bom, caso contrário a cidade não estaria lotada de brasileiros. Os preços realmente são bons. Você compra perfumes, relógios, óculos e eletrônicos a preços bem inferiores ao Brasil. O real e o dólar são “moedas locais”. Não precisa se preocupar com o peso.

Importante tomar alguns cuidados, como evitar compras no comércio de rua (camelôs), escolher bem as lojas onde vai passar seu cartão de crédito, acompanhar o teste (se for comprar eletrônicos) e embrulho dos produtos, tomar cuidado com a bolsa, porque os próprios guias dizem que tem muito roubo e golpes, como alguém que aborda vendendo “meias” enquanto outro passa a mão na carteira. Engraçado que vi muitos ambulantes vendendo meias mesmo e achei estranho. Não acredito que haja demanda para isso!

Tirando tudo isso, vale a pena gastar seus US$ 300 (limite por pessoa para compras com isenção de impostos) no Paraguai. Recomendo visitar a loja Monalisa, que é enorme e tem todos os produtos que precisa (eletrônicos, brinquedos, roupas, acessórios, perfumes) num só local. Tudo bem que achei o mesmo tablet que comprei por US$ 50.00 a menos em uma loja mais caidinha e lotada no caminho de volta. É o custo da comodidade...

Interessante cruzar a Ponte da Amizade (nunca a pé!) e ver que até a metade a ponte é pintada com uma faixa verde-amarela e que após o meio se torna vermelho-branco-azul, indicando a fronteira entre os países.

Compras feitas, hora de passear no Parque Nacional do Iguaçu.



PARQUE NACIONAL DO IGUAÇU

O dia estava chuvoso, mas mesmo assim, é simplesmente lindo! Apreciar as quedas d’água me fez pensar na criação, na existência humana e sentir a presença de Deus! É realmente impressionante!


O parque tem mirantes e passarelas que te levam bem próximo às quedas. Você sente a água respingar no seu rosto! Esqueça a escova, mulherada! rsss



Você entra no parque e faz um tour em ônibus que leva até a passarela panorâmica. Lá tem restaurante chamado PORTO CANOAS onde você poderá almoçar apreciando a linda vista das cataratas. Algumas agências vendem o voucher para o restaurante, mas você poderá pagar na hora. O sistema é de Buffet, em que você consome à vontade, pagando à parte apenas as bebidas.

Só visitei as cataratas no lado brasileiro, mas dizem que o lado argentino é muito bonito também, porém menos organizado. Pode ser intriga de brasileiro, claro! rss

MACUCO SAFARI

Dentro do Parque, tem um passeio imperdível chamado Macuco Safari. Você desce do ônibus num ponto específico, desce uma trilha e embarca em botes que vão te levar ao meio das quedas d’água.


Logo na partida, você pega uma “jardineira” e segue por dentro da mata até uma trilha, a partir da qual você continuará a pé até chegar ao local das embarcações. Tem infraestrutura com banheiros e armários no local, para que você guarde seus pertences.


A partir daí, você desce em direção ao deque onde estão os botes, coloca o colete e embarca. Prepare-se porque molha mesmo! Vista capas de chuva (você encontra lá mesmo no parque, nas lojinhas) ou leve uma peça extra na mochila. Alguns vão de roupa de banho, mas só aconselho no verão.


Não é nada ultra radical, vi crianças fazendo o passeio (na verdade, foi isso que me deu coragem! rsss), mas o piloto vai fundo no motor, o bote descola do rio e faz manobras bem emocionantes. Tem hora que dá um medinho... Não é nenhuma montanha-russa, mas dá uma adrenalina.


O passeio é filmado pelo piloto da embarcação (ele usa aquelas câmeras à prova d’água com suporte para fixação na cabeça). Você vai poder pagar na saída por um DVD com suas imagens e levar essa lembrança.


SHOW NOTURNO - CHURRASCARIA RAFAIN

Sabe aqueles shows folclóricos que acabam com as mulatas sambando ? Pois é, é o que você verá. Eu já imaginava o que veria, mas eu tenho como lema "se está visitando o lugar, faça programa de turista". Então, eu fui.

O show é vendido por todas as agências, o que significa “casa lotada”. As mesas são reservadas. Primeiro, você janta, e quando já está naquele clima de “o que vem agora”, começa a apresentação no palco central.

O show é animado, os apresentadores interagem bastante com o público, tem aquele momento básico sobre a nacionalidade (“Tem gente do Uruguai ? Do Chile ?" e assim por diante), e no caso do Brasil, dos estados (“Rio de Janeiro ?” “São Paulo?” etc e tal).

As bandas e percussionistas são bons e se revezam no palco. O show mostra danças típicas dos países sul-americanos, diversas danças regionais brasileiras e, claro, termina com um número de samba, nossa dança mundialmente famosa.


A churrascaria não é lá essas coisas, principalmente se você é carioca como eu e está acostumado com o esquema de rodízio. Lá é um self service de churrasco. Você tem que entrar na fila várias vezes se quiser comer uma carne quentinha. Mas você certamente não vai lá para comer, porque se sua motivação é essa, vale mais a pena jantar em outro lugar.

O show acaba por volta das 23h. Resolvemos conhecer um Cassino.

CASINO IGUAZÚ

Não dá para ir a Foz e não visitar um cassino. O mais famoso é o Casino Iguazú, que fica na cidade argentina de Puerto Iguazú. O cassino fica no interior do Iguazú Grand Hotel e tem de tudo um pouco: pocker, roleta, dados, caça-níqueis.

Confesso que fiquei receosa. Nunca havia jogado. Vai que eu me descubro uma compulsiva por jogo ? rsss Brincadeira! Na verdade, a gente foi só por curiosidade, nenhuma empolgação por jogar. Estipulamos uma cota bobinha, compramos o vale, e começamos as apostas. Onde ? Nos caça-níqueis, claro! Não podia ser algo muito complexo... Comecei ganhando e me animei, mas depois, comecei a perder... Muda a máquina: perde. Outra: perde. Na primeira recuperação, paramos de jogar. Saímos do casino com o valor da aposta mais um "totozinho". Nada mal para jogadores de primeira viagem, mas sinceramente achei meio chato... rsss Uma horinha lá e já deu! Valeu conhecer e só.

Ah! Não pode tirar foto no local. Saquei a câmera e em dois segundos um segurança estava ao nosso lado advertindo... rsss

Segundo dia. Partir para o Marco das 3 Fronteiras.

MARCO DAS 3 FRONTEIRAS

Como o nome já diz, demarca as 3 fronteiras: Brasil-Argentina-Paraguai. São 3 monumentos iguais, pintados nas cores de cada país, cada um na sua fronteira. Do lado brasileiro, você avista os outros 2. Juntos, os 3 monumentos compõem um triângulo eqüilátero, o simboliza a igualdade entre os países.

(Brasil)
 (Argentina)

 (Paraguai)

O local não está bem cuidado e não oferece infraestrutura. Atualmente, só tem uma loja de artesanato e lanchonete bem modesta. Tem uma obra inacabada que segundo o taxista que nos levou será um centro comercial. Certamente vai conferir ao local a estrutura que merece.

A visita não leva mais de 20 minutos. Basicamente para fotografar do mirante. Mas acho que vale passar lá para visualizar o que estudou nas aulas de geografia.

De lá, seguimos para o Duty Free Argentino.

DUTY FREE ARGENTINO

Se você não cansou das compras, ou esqueceu aquela lembrancinha pra alguém, ainda pode conferir o Duty Free Shop de Puerto Iguazu. É como um shopping (e não é tão grande assim) que concentra vários tipos de produtos – bebidas, perfumes, maquiagem, relógios, óculos, eletrônicos, brinquedos, separados por seções, como mini-lojas, mas todas fazem parte do mesmo grupo e você paga pelos itens de qualquer seção na saída.

Sinceramente, não achei grande coisa em termos de variedade e preços, se comparado a Ciudad Del Este. Mas o ambiente não se compara! Lojas bonitas, amplas, ar condicionado, pessoas educadas. Quanto maior o conforto, mais o bolso sente. “No pain, no gain”.


No início da tarde, já estávamos no aeroporto de Foz de Iguaçu para a volta.

Um alerta: as companhias não abrem o check in com antecedência. Fomos para o aeroporto com o objetivo de despachar as malas e circular, sair para almoçar sem bagagem, mas o check in só foi liberado 1h30 antes do voo. Ou seja, não adiantou nada chegarmos com tanta antecedência. Mas também não chegue muito em cima da hora, porque antes de chegar ao balcão da Cia aérea para check in, você passa pela Receita Federal, e a fila é enoooorme. Todas as malas passam pelo raio X e o fiscal solicita a documentação pertinente, se necessário. Fica ligado com a sua cota, porque vi o fiscal solicitando NF dos eletrônicos que estavam na mala de uma pessoa...   

E assim passamos nosso intensivão de fim de semana em Foz do Iguaçu. Espero que esse relato ajude na sua viagem.

Boa viagem!

Se você está planejando conhecer Foz do Iguaçu, vou relatar nossa experiência de um final de semana intenso na cidade, tempo suficiente pa...