Barrados no Baile

1992. Eu tinha 16 anos, estava no terceiro ano do nível médio, quando a Globo começou a exibir a série Barrados no Baile. A série contava a história de dois irmãos gêmeos, Brandon e Brenda, adolescentes, que tinham acabado de se mudar com a família para Beverly Hills, bairro classe A à milésima potência de Los Angeles, Califórnia. No colégio West Beverly, onde inicialmente enfrentaram a dificuldade de integração e as diferenças sociais, encontraram grandes amigos, com quem dividiram suas aflições juvenis, como relacionamento com os pais, primeiro amor, virgindade, traição, drogas, faculdade, primeiro emprego, enfim, todos os temas comuns da juventude. Barrados no Baile foi um sucesso na minha geração.

Depois de algumas temporadas, a Globo parou de exibir a série, mas logo veio a TV por assinatura e eu pude continuar a assistí-la na Sony. Eu posso dizer que vivi com os personagens de Barrados no Baile - além de Brandon e Brenda, Kelly, Donna, Andrea, David, Steve e Dylan - as mesmas fases da vida, pois tínhamos a mesma idade e fizemos juntos a transição da adolescência para a vida adulta, com todos os seus desafios e conflitos. A série realmente falava a minha língua e os personagens eram exatamente como os amigos da minha turma.

Com o tempo, personagens entraram e sairam, alguns voltaram temporadas depois, e a série fechou um ciclo perfeito no final, depois de 10 temporadas. Me lembro perfeitamente do último episódio, em que todos celebraram o casamento de Donna e David, um amor com todos os encontros e desencontros de uma relação que começou com um namoro adolescente, passou por outras relações e teve um reencontro no final. Bem final feliz.


2006. Tive gêmeos. Menino e menina. Claro que Brandon e Brenda passaram pela minha cabeça na hora de escolher os nomes, mas já tinha uma prima que havia dado o nome Brendon ao seu filho, também inspirada no bom moço da série, e além disso, havia um nome que sempre disse que daria à minha filha. Assim, em comum acordo, eu escolhi o nome da menina e meu marido escolheu o nome do menino.

Mas houve um fato interessante: nossos bebês acordavam às 3h da manhã para a mamada da madrugada, e eu, zapeando pela TV, descobri que Barrados no Baile estava sendo reexibido diariamente nesse horário. Assim, durante os 6 meses em que eles mamaram de madrugada, eu acompanhei a série novamente, e isso tornou muito mais fácil ficar horas acordada para amamentar. E por incrível que pareça, novamente assisti até o capítulo final.

Definitivamente, Barrados no Baile marcou fases importantes da minha vida e espero ainda lembrar da série, no futuro, quando meus filhos forem adolescentes, por enxergar neles a mesma parceria e cumplicidade dos gêmeos Brandon e Brenda. Quem sabe eu não me identifique novamente com os personagens da série, no caso, com Cindy e Jim, os pais dos garotos, que no passado eu enxergava exatamente como os meus pais ? Não dizem que o tempo responde aos conflitos de gerações ?
Kinha
Kinha

A bagagem de uma mulher, esposa, mãe, executiva e viajante, com um pouco de tudo e muito de nada.

2 comentários:

  1. Que legal. Adorei sua história .
    Eu também adorava esse seriado , principalmente o gato do Brandon. É... Quem diria que hj estaríamos no papel dos pais. Adorei essa adolescência

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    1. Que bom que gostou e que também era fã de Barrados!
      Pois é... O tempo voou e cá estamos nós como pais! Mas o mais importante: felizes!

      Bjo grande!

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