Dicas de Paris: Visita ao Museu do Louvre


Como deixar de conhecer a pirâmide de vidro do Louvre e admirar o sorriso da Monalisa ?

Pois bem, o Louvre é bem mais que isso e se você pensa que vai passar umas horinhas lá e ter um apanhado geral, esquece. O Louvre é gigantesco e se você não fizer seu trabalho de casa e traçar o que quer ver, vai ficar horas e horas rodando e ainda vai ficar achando que não viu nada!


O museu tem um acervo de 380 mil itens, mas "somente" 35 mil em exposição permanente. É impossível conhecer tudo numa visita de um dia. Se uma pessoa dedicasse um minuto a cada obra do Louvre, seriam necessários 24 dias de visita! Não é à toa que o Louvre é o museu mais visitado do mundo!

Como nós tínhamos pouco tempo, apenas uma manhã, fizemos uma opção que eu recomendo muito: contratamos um tour guiado. Falando em português, o guia fez um tour de 2 horas conosco, nos levando às obras principais do Louvre. E o melhor: foi nos dando uma aula sobre a história das obras, contando detalhes que certamente não saberíamos numa visita sozinhos. Otimizou muito nosso tempo e saímos com a sensação de que conhecemos o essencial do Louvre.

Um pouquinho da história do Louvre...

O Louvre foi sede do governo francês dos tempos medievais até o reinado de Luís XIV, quando a monarquia se transferiu para o Palácio de Versalhes.

A construção inicial do Louvre, em 1190, era uma fortaleza, para defender Paris de ataques vikings. As fundações dessa construção, que ficavam submersas, ainda podem ser vistas.


No reinado de Carlos V (1338-1380), o Louvre passou por obras e se tornou um castelo.

Em diferentes reinados, o Louvre foi ampliado (era como que cada rei quisesse dar seu toque fazendo um “puxadinho”, ainda bem que com muito bom gosto e sem destoar da construção original). Em 1793, se tornou museu. Já nos tempos atuais, o Louvre passou pela sua última obra marcante, a construção da pirâmide de vidro, aberta em 1989, em comemoração ao bicentenário da Revolução Francesa.

A pirâmide do Louvre marca a entrada do museu. Inspirada na pirâmide egípcia de Quéops, a pirâmide guarda as mesmas proporções.

Embaixo, fica a pirâmide invertida, que é visível quando se chega de metrô e se acessa o Louvre por um centro comercial que fica no subsolo chamado Carrossel do Louvre.


Explorando o Louvre

Não vou começar pela Monalisa! 

Vou falar primeiro da maior obra do Louvre, literalmente: Bodas de Caná. Essa tela do pintor Veronese, encomendada por monges beneditinos, tem quase 67 metros de altura e 10 metros de largura! É a maior tela em exposição no Louvre. 

Para quem conhece a passagem bíblica, essa tela representa o primeiro milagre de Jesus, quando transformou água em vinho numa festa de casamento, a pedido de sua mãe.


Apesar do destaque da tela, que ocupa uma parede sozinha, é pouco procurada no museu e dá para tirar uma foto sem concorrer com uma multidão.


Bem diferente do que se vê no mesmo salão, exatamente na parede em frente... A tímida Monalisa, famosa obra de Leonardo da Vinci, que mede 77 cm de altura e 53 cm de largura, fica quase escondida pelo tumulto de visitantes e câmeras fotográficas que disputam um close.


Conhecida pelos franceses como La Joconde, a obra fica sob permanente vigilância e é protegida por um vidro blindado. Também, pudera! A obra já foi roubada, em 1911; depois de recuperada, já jogaram ácido nela, danificando a parte inferior, que teve que ser restaurada; já jogaram pedra e até uma xícara... 

Outra obra marcante é a Coroação de Napoleão. Na verdade, o quadro representa a coroação da Imperatriz Josefina, na catedral de Notre Dame. A obra mede 10 metros x 6 metros e, segundo o guia, não traduz o ato, visto que a mãe de Napoleão, que está sentada no camarote, assistindo, sequer participou da cerimônia, pois não aceitava a nora.


Outra obra que merece destaque é A Intervenção das Sabinas. Esse quadro retrata a guerra entre romanos e sabinos, após o episódio conhecido como Rapto das Sabinas. O rapto teria acontecido no início da história de Roma, quando os sabinos recusaram-se a permitir que suas mulheres se casassem com os romanos e estes então raptaram mulheres sabinas. 

O momento histórico que o quadro retrata, que é uma cena forte, foi a tentativa de resgate das mulheres raptadas pelos sabinos. Para evitar uma guerra entre seus pais e os pais de seus filhos, as mulheres sabinas se jogam no meio do combate, junto com as crianças. O quadro é de Jacques Louis David e foi concluído em 1799.


 O museu tem diversas obras inspiradas em passagens bíblicas e santos católicos...


E um grande acervo de esculturas greco-romanas de mármore.


Na parte de esculturas, uma obra imperdível, e também concorridíssima, é a Vênus de Milo. Esta estátua de mármore, de mais de 2 m de altura, tem origem desconhecida e polêmicas se seguiram sobre isso, uns atribuindo a obra ao período clássico, outros, ao período helenístico. Dizem (também há dúvidas quanto a isso) que a estátua foi encontrada por um camponês que escavava as ruínas de uma capela, em 1820, na ilha de Milo, no mar Egeu, por isso o nome Vênus de Milo.


Como a posição dos braços da estátua não poderia ser definida com segurança, decidiu-se mantê-la como estava, sendo restaurados apenas pequenas partes da obra, como a ponta do nariz, o lábio inferior e dobras do manto. 

Outra escultura clássica é a Vitória de Samotrácia, esculpida por volta do ano 200 a.C., que representa a deusa grega Nice (Niké em grego). Foi descoberta em 1863, por um arqueólogo francês. Dizem que o símbolo da Nike teria sido inspirado nas asas da deusa Niké.

A estátua repousa imponente num local de destaque no Museu do Louvre, no alto de uma escada chamada Escadaria Darú.


O museu também expõe algumas jóias da coroa francesa. O tesouro da coroa foi saqueado na época da Revolução Francesa, mas o Louvre ainda guarda algumas peças originais e outras que foram complementadas por réplicas de pedras preciosas.



Fico imaginando o desconforto de usar tudo isso! 

Por ter sido um palácio real, cada cantinho do Louvre tem uma história e foi decorado para o deleite da monarquia e para impressionar seus convidados. Veja só as paredes e teto dessa sala de recepção.


Observe os detalhes desse portal de ferro...


O Louvre tem muito para ser apreciado. Vale ir com calma e contemplar a sua beleza e sua história.


Como eu já disse, um dia de visita é muito pouco para conhecer o Louvre. Mas para nós, que tínhamos pouco tempo e estávamos com crianças, o tour guiado foi essencial! 2 horas foram suficientes para conhecermos tudo que estava na nossa lista de obras imperdíveis e mais um pouco, sem tornar a visita chata para elas. Contratamos o serviço pela ParisCityVision, que já incluia os ingressos em fila prioritária.

Olha o nosso guia aqui!

O Museu do Louvre é parada obrigatória para quem visita Paris. Com muito ou pouco tempo, dá para curtir esse local, que é um dos maiores e mais famosos museus do mundo e que conta muito da nossa história.

Museu do Louvre
Rue de Rivoli, 99
75001 Paris, França

Como chegar ? 
Estações de metrô mais próximas: Palais Royal – Musée du Louvre (linha 1 e 7), Louvre-Rivoli (linha 1), Tuileries (linha 1) e Pont-Neuf (linha 7).

A dica é chegar cedo, pois a fila para entrar é grande!

Bj bj!
Kinha
Kinha

A bagagem de uma mulher, esposa, mãe, executiva e viajante, com um pouco de tudo e muito de nada.

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