Chile: Degustação de vinhos na Viña Santa Rita

Depois de conhecer a vinícola Concha y Toro, também fomos visitar a Viña Santa Rita. Como elas ficam pertinho, na região do Valle del Maipo, deu pra conciliar as duas visitas no mesmo dia. Detalhe: o Valle del Maipo é a única região vinícola do mundo dentro dos limites urbanos de uma grande cidade e é onde ficam as viñas mais antigas do país! Pensa: a meia hora de Santiago, já estamos numa vinícola. Imperdível, né ?

Fundada em 1880, a Viña Santa Rita recebeu esse nome em homenagem à Santa Rita de Cássia, conhecida como a santa das causas impossíveis. Um dos seus vinhos famosos é o 120, que é encontrado com facilidade aqui no Brasil, mas tem muitos outros conhecidos.

O tour começa com uma breve explanação sobre a história da vinícola e suas especialidades...
Nesta área, foram plantados todos os tipos de uvas que são usadas na produção dos diferentes vinhos da vinícola, para dar uma visão geral aos visitantes. É uma pena que não estávamos na época da colheita, somente vimos videiras secas...
A seguir, passamos por uma área de plantio, que a gente perde de vista até onde vai...
E chegamos na área de produção... Aqui nesta vinícola o processo é mais industrial que na Concha y Toro, o armazenamento é de grande porte, parece que você está numa refinaria!

Seguimos para a Bodega número 1, onde os vinhos descansam em barris de carvalho. Lá a gente teve uma aula sobre a diferença dos barris de carvalho francês e americano, bem como o tempo de uso. Sabia que esses dois fatores são determinantes para a categoria do vinho ?
Logo após, visitamos a Bodega dos 120 patriotas. Ali é contada a história que envolve a independência chilena. A fazenda onde hoje é a Viña Santa Rita era propriedade de Dona Paula, uma senhora que teve participação importante na história do país por ter abrigado em sua fazenda 120 patriotas, cansados e feridos após uma intensa batalha pela independência. O vinho 120 recebeu esse nome em homenagem aos 120 patriotas.

Na bodega tem bonecos de cera ilustrando essa passagem histórica e é exibido um vídeo. Cá entre nós, acho que pelo investimento que a vinícola tem e pelo foco turístico dessas visitas, já está na hora de darem um upgrade nesse material todo, tanto nos recursos audiovisuais (o filminho está bem caído) quanto nos bonecos.

O tour termina com a degustação de 3 tipos de vinho, sendo um branco e dois tintos. A taça é um brinde para os visitantes.
O tour dura cerca de 1h20 e tem horários de visita em português. Basta agendar no site. Os grupos são de até 30 pessoas e custa $ 12.000 pesos chilenos por pessoa.

Crianças não pagam, mas preciso alertar que também não bebem nada! Só na hora que serviram o vinho que descobri que existe a possibilidade de pagar na bilheteria para servirem suco de uva para as crianças. Na hora da degustação, o guia da vinícola pergunta quem pagou pelo suco e entrega às crianças (suco de caixinha). O nosso guia não nos informou e os nossos ficaram de boca seca! 

Acho que a vinícola poderia ter mais foco no encantamento dos seus clientes. Oferecer uma caixinha de suco para todas crianças seria cortês e elegante e o custo seria pouco representativo. Fica como sugestão de melhoria.
Esse é o tour clássico, mas tem diversos outros tipos, que podem se enquadrar melhor aos diferentes perfis. Para quem entende (e estávamos com entendidos), o clássico pode ser bem superficial. Tem um tour chamado “Bike and wine”, boa opção para os esportistas, pois os visitantes andam de bicicleta por três diferentes viñas, uma delas onde o vinho Carmenere foi redescoberto no Chile. Outro tour bem interessante envolve a produção de vinho pelo grupo e os visitantes levam uma garrafa do seu produto. Concluindo, não faltam opções. É só escolher.
Como eu estava só de curiosa, sem nenhuma pretensão além de simples turismo, acho que o tour clássico ficou na medida. Valeu o passeio.

Bj bj!
Kinha
Kinha

A bagagem de uma mulher, esposa, mãe, executiva e viajante, com um pouco de tudo e muito de nada.

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