À deriva

Às vezes a gente se sente à deriva... Como se tivesse perdido na imensidão. As nossas certezas já não nos transmitem tanta segurança assim, a autoconfiança já não encontra as bases que a sustentava e a gente fica se questionando o porquê... 

Muitas vezes, parece mais cômodo permanecer à deriva e deixar que a vida simplesmente se encarregue de nos conduzir. Esperar para ver onde a maré vai levar. Entregar para os outros a responsabilidade que é nossa e ficar à mercê da própria sorte. 

Sorte ? Se as coisas não foram como a gente planejou, vai adiantar ficar na Síndrome de Hardy (aquele do desenho do Lippy e Hardy, que dizia sempre “Oh vida, oh céus, oh azar”)? Não! Porque é nossa vida. A sorte, quem faz é a gente! Se lamentar não vai mudar a situação.

Passei por uma situação profissional muito difícil recentemente. Fiquei sem chão. Mas conversando com uma pessoa que estava vivendo uma situação similar à minha, ouvi o seguinte: “Eu posso ficar lamentando o que perdi, ou posso agradecer pelo que tive até o momento. Escolho a segunda opção.” 

Quanta sabedoria! Se a gente pode escolher olhar o lado bom da coisa, por que olhar o lado ruim ? “Lamentar o que perdi” dá uma visão de fim de estrada. Acabou e ponto final. Parece que não há outras perspectivas. “Agradecer o que tive até o momento” representa olhar para o que está por vir. Que foi bom enquanto durou e a gente está pronta para o próximo passo. Não é um ponto final, é uma vírgula. 

A nossa vida é um projeto. A gente se projeta e sai em busca, traçando os marcos, que englobam aspectos pessoais e profissionais. Qualquer projeto tem caminhos críticos e pode requerer uma revisão do planejamento, para se adaptar à dinâmica do ambiente. Se isso vale por definição, mais ainda quando a nossa vida é o projeto em questão. 

Ter desafios na vida e passar por situações que a gente não entende, todo mundo está sujeito, não depende só de nós. A forma como vamos lidar com isso, sim, é essencialmente nosso livre arbítrio. 

Não se permita ficar à deriva na vida. Mantenha o norte definido, mesmo quando os ventos não soprarem a favor. Você pode encarar um obstáculo no caminho e recalcular a rota, mas nunca perder o rumo e abandonar o remo. Cabe a você, e somente a você, liderar o barco em mares revoltos e não se deixar afundar.

Bj bj!


4 comentários:

  1. É bem isso... a gente sofre um pouquinho, mas tem que dar um impulso e seguir em frente!

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  2. Lindo texto, como sempre, aliás, repleto de palavras muito sábias que nos fazem refletir sobre a vida, sobre o que somos e o que estamos fazendo aqui.

    Me fez relembrar uma frase que li há algum tempo:

    às vezes, nos concentramos tanto nas riquezas distantes, naquelas que nunca foram nossas, ou que perdemos, que deixamos de valorizar os verdadeiros tesouros que temos bem pertinho de nós, bem aos nossos pés: saúde, família, amigos, um dia de sol, um abraço verdadeiro, um beijo gostoso, um eu te amo, um que bom que você veio etc (dei um toque pessoal na frase...rs)

    O Mar é enorme...
    Ficar à deriva, em determinados momentos, é mais do que esperado e natural...
    Ter a sabedoria de constatar que a rota não está certa e ter a coragem de tomar para si o timão e fazer a necessária correção de rumos, isso é para pessoas especiais, como você!

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    1. Oi, Carlos!
      Estava sentindo falta das suas visitas aqui no blog! Sempre enriquece com suas reflexões e, desta vez, não foi diferente!
      Agradeço de coração toda a força e incentivo que você me transmite aqui no blog, mas o melhor mesmo é saber que tenho o privilégio de contar com você aqui fora também!

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