Amor à vida

O assunto do dia é o "beijo gay" do último capítulo da novela. Essa semana, diante da expectativa do "vai rolar ou não o beijo", ouvi muita gente dizer que a novela estaria incentivando a homossexualidade. Discordo. Tenho meus "senões" em relação a novelas, mas especificamente sobre o tema da homossexualidade,  penso que a novela, como retrato de uma sociedade, precisa espelhar a realidade. Não uma visão da sociedade deturpada sob a lente preconceituosa do que seria uma "família perfeita". Também sem lente de aumento. Apenas o que é.

Família perfeita é a que tem amor. Simples assim. 

Da mesma forma que a novela mostrou a luta da Paloma para gerar seu filho e emocionou com seu discurso de que passou por muita coisa, mas lutou pela família que constituiu com Bruno, dita "familia padrão" pela sociedade, com pai, mãe e filhos, também mostrou a família formada por Félix e Niko, com um filho concebido por inseminação, outro adotivo, mais um do primeiro casamento de Félix, que também emocionou quando comemorou dizendo ao filho caçula que o irmão dele havia entrado pra faculdade. Nenhum elo de sangue entre eles, só o amor. Precisa mais ? Família perfeita, na minha humilde opinião. 

Podem dizer o que for, podem vir com argumento religioso, mas Deus não faz acepção de pessoas, e por Jesus, Seu filho, deixou para a humanidade o maior mandamento: "Ame ao teu próximo como a ti mesmo". Amar ao próximo pressupõe respeito ao direito de cada um de ser feliz. 

Falar em "beijo gay" é restringir demais um tema tão amplo. Há poucas semanas, quase nesse mesmo horário, estávamos assistindo cenas quentes de sexo na série "Amores Roubados". Isso pode... Agora uma cena linda de amor selada por um beijo delicado entre os personagens choca ? 

Espero que após esse último capítulo da novela comecemos a escrever um novo capítulo na história da sociedade brasileira, com menos hipocrisia e mais respeito ao próximo. Isso é o que importa.


Kinha
Kinha

A bagagem de uma mulher, esposa, mãe, executiva e viajante, com um pouco de tudo e muito de nada.

4 comentários:

  1. Giselle Almeida - filha do Heckert2 de fevereiro de 2014 08:16

    Penso exatamente assim! Viva o amor e a liberdade para amar :) adorei o post :) beijos

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    1. Olá, Giselle! É isso mesmo! Viva a liberdade para amar! Bjão!

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  2. Adorei o post! Espero que, daqui pra frente, a sociedade comece a perceber que precisamos mudar pois, como disse Cazuza: "o tempo não para..."

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    1. Oi, Brunna! Obrigada! Mesmo que as pessoas resistam, o tempo não para! Bjão!

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