Amigo desconhecido

A gente sempre fica feliz em rever aquelas pessoas que não encontra há muito tempo e as redes sociais têm favorecido isso. Amigos de infância, dos tempos de colégio, da faculdade... Enfim...  Como é bom reativar o contato com aqueles que fizeram parte da sua vida! Saber como a pessoa está, família, trabalho, essas coisas... Aquele resumo do tipo "tá tudo bem, que bom que com você também!", que deixa uma sensação boa no coração da gente... Que a vida passa, mas as pessoas, não...

Só que algumas pessoas mudam com o passar dos anos. Algumas perdem o freio feio. Ou perdem o medo de se expor porque se sentem protegidas no meio digital. Talvez um pouco de cada, sei lá!  O fato é que esses reencontros virtuais podem ser bem reveladores. Podem nos apresentar amigos desconhecidos.

Essa semana tive uma experiência assim. Esbanjei simpatia no reencontro pelo Facebook com um amigo de faculdade que não via há 15 anos. Estranhei o excesso de elogios, mas até aí, a pessoa pode estar querendo ser gentil. Um pedido de fotos suas "pra te admirar", dizendo que você tá linda demais, ligou o sinal de alerta (claro que não mandei!). Receber mensagens por 3 dias seguidos pra não dizer nada, com frases de duplo sentido, foi o limite... Ainda mais se tratando de alguém com quem você nunca teve intimidade.

Decisão: sumir por mais 15 anos em 3, 2, 1... Muito prazer, amigo desconhecido. Mas até a vista!

Tem gente que confunde simpatia com liberdade. Não mapeia o território e já sai atirando. Perde o alvo e o amigo também. Fica a dica. 
Kinha
Kinha

A bagagem de uma mulher, esposa, mãe, executiva e viajante, com um pouco de tudo e muito de nada.

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