Terapia de salão de beleza

Ontem, fui levar a minha filha numa atividade e enquanto esperava, aproveitei e fui me dar um trato no salão. Fazer as unhas no final de semana é um luxo que há seculos não consigo ter, com sorte, faço durante a semana, na hora do almoço. Uma limpeza de pele, então, nem se fala!

O clima de salão de fim de semana é diferente. Ninguém tá apressado, na correria de horário de almoço do trabalho,  recebendo ligações e interrompendo a manicure para responder um e-mail urgente. Aliás, depois que inventaram o e-mail,  tudo é urgente, né ?

No fim de semana, o salão vira terapia. Aquele papo sobre o tema do momento nas revistas de celebridades ou o capítulo do dia anterior na novela. E você se deixa levar por essa conversa descompromissada, simplesmente com o propósito de passar o tempo. 

Ninguém se apresenta falando o que faz ou onde trabalha.  Ninguém está preocupado se você está de chinelo e todo mundo se vê no pior estado, com as unhas horrorosas, touca no cabelo ou máscara no rosto. 

Tem gente que senta na cadeira do salão e usa como se fosse um divã. Porque tem coisa que é mais fácil falar com estranho ou porque já tornou a manicure a sua confidente. Coloca tudo pra fora e sai levinha...  Depois de ouvir algumas histórias, muitas vezes você sai de lá com a sensação de que não tem problema ou de que o seu é pequeno demais para tirar seu sono.  

Mas ontem o salão estava diferente.  Talvez pelo tempo sem ir, estranhei. Nenhuma revista no balcão ou no colo das clientes. Silêncio total. Ué! Cadê as revistas ? Não precisa mais. O salão tem wi-fi. E aquela algazarra que se misturava com o som dos secadores ? Nem sinal! Todo mundo concentrado no seu smartphone, conversando nas redes sociais, até as profissionais que estavam em horário livre. É,  gente... Novos tempos...

Conclusão: vou procurar outro salão.


Kinha
Kinha

A bagagem de uma mulher, esposa, mãe, executiva e viajante, com um pouco de tudo e muito de nada.

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