Diário de viagem: 5 dias em Nova Iorque (Dia 4)

Upper Manhattan

Dia de conhecer o Central Park! Pegamos o Double Decker novamente e fomos apreciando o trajeto Uptown. Passamos em frente ao Dakota Building (72nd st), edifício em frente ao qual John Lennon foi assassinado e onde Yoko Ono ainda mora. Descemos em frente ao Museu Americano de História Natural. Ainda não estava aberto (funciona de 10 às 5:45 pm), então procuramos uma cafeteria por perto para tomar café.


O Museu Americano de História Natural (American Museum of Natural History, Central Park West at 79th Street) tem mais de 32 milhões de espécimes de animais, plantas, minerais, meteoros, artefatos culturais, etc. Além disso, tem a maior coleção de fósseis do mundo, inclusive de Dinossauros. Logo na entrada, um fóssil de barossauro dá as boas vindas. É nesse museu que trabalha o Ross, na série Friends, e também foi esse museu o cenário do filme “Uma noite no Museu”, com Ben Stiller. Impossível não lembrar, em especial diante da estátua de Roosevelt.


A entrada também estava no talão de CityPass e ainda dava direito a assistir uma apresentação no Planetário do Museu - Rose Center for Earth and Space - um passeio virtual de 30 minutos pela Via Láctea, narrado por Whoopi Goldberg. Você se acomoda na poltrona, olhando para o teto, e a cúpula se torna uma grande tela de projeção. Tem que assistir. 

Ficamos mais de 3 horas circulando pelo museu. Cada seção mais interessante que a outra. Aceleramos porque tínhamos ainda que visitar o Central Park. O Metropolitan também estava programado para esse dia, mas sem chance! Resolvemos deixar para o dia seguinte, para ficar mais tempo no AMNH.

Saindo do museu, pegamos a primeira entrada para o Central Park. Hora de caminhar. Andamos, andamos, andamos. Ar puro, pessoas tranqüilas sentadas nos bancos, lendo livros. Outras, passeando com as crianças ou praticando jogging. Olhando entre as árvores e canteiros, era fácil para ver um esquilo correndo. Muitas folhas no chão, afinal, estamos em pleno outono em Nova Iorque!


Não me perguntem pra que direção andamos. Não tínhamos a menor ideia. Eu imaginava que o Central Park era grande, mas não imaginava que fosse tããããão grande. Continuamos andando, até que sem querer chegamos ao Lago, e logo em frente ao Boathouse, e também a uma fonte (Bethesda Fountain). Já tinha visto esses locais nos filmes Harry e Sally e Encantada. Ali perto, finalmente encontramos a estátua de bronze de Alice no País das Maravilhas (East Side at 74th Street). Primeira meta atingida.


A meta seguinte era conhecer o Zoológico, onde eu esperava encontrar o leão que inspirou o personagem do filme Madagascar. Pegamos um bicitaxi e seguimos até lá (830 5th Ave). Fizemos um lanchinho leve antes de entrar. Já passava das 4pm, o Zoo fechava às 5pm. Corremos para percorrer todo o zoo em meia hora, dando pouca importância para o se que via, porque eu queria mesmo era fotografar o leão. Até que percebemos que já tínhamos visto tudo, e nada do leão. Procurei um guarda para a pergunta inevitável: afinal, onde estava o leão ? O cara olhou pra minha cara sem me dar muita bola: “There’s no Lion!”. Que micão! Não tem leão no zoo. Do Madagascar, somente os pingüins realmente existem lá. Tolinha... Vai acreditar em filme, vai ! Meu marido achou a piada da viagem...


Mas o Zoo é bem cuidado e organizado. Tem um megaviveiro onde as aves voam livremente, em meio a árvores e plantas. Tem macacos, cobras, sapos e afins, ursos polares, até leões marinhos. O ingresso custa US$ 18 por adulto.

Depois do mico do zoológico, fomos na direção de outro local que eu queria conhecer: o Carrossel! Andamos, andamos... Até que chegamos... ao Ice Rink (East Side 62nd and 63rd St). Como ainda era início do outono, a pista não estava aberta. Não tinha gelo, nem glamour. E olhando de perto, pareceu bem menor que nos filmes. 

Continuamos na caminhada, até que finalmente encontramos o Carrossel ! Vimos de longe o cume da estrutura e fiquei empolgada que ia dar uma volta naquele ícone do Central Park. Chegando perto, a decepção: fechado! O carrossel fecha às 5pm. Beleza... Pra não quebrar o encanto para quando eu voltar com as crianças.


Andamos mais um pouco e encontramos adolescentes jogando beisebol num campo. Meninos e meninas jogando juntos. Paramos um pouquinho para assistir aquele esporte tão diferente para nós brasileiros. 

Caminhamos muito e penamos para pegar um táxi. Entendemos porque muitos filmes mostram a disputa das pessoas por um táxi em Nova Iorque. É uma realidade. Nenhum táxi livre! Depois de muita tentativa e de andar bastante tentando achar um local melhor para pegar um carro livre, vimos o acesso ao metrô e decidimos arriscar. Não deixava de ser mais um passeio em Nova Iorque: andar de metrô.

Não tinha guichê. Tínhamos que comprar o ticket na máquina. O primeiro ticket saiu na boa, o segundo, não. Depois de muita tentativa, resolvemos pagar em dinheiro. Aí entendemos que como o ticket tinha validade de 2 horas, a máquina não aceitava comprar o segundo com o mesmo cartão de débito que acabara de pagar um ticket ainda válido. 

Embarcamos no metrô e foi bem diferente do que imaginava. Esperava um ambiente sujo, mal cuidado, pessoas mal encaradas (como nos filmes), mas o que encontrei foi um ambiente limpo e  pessoas educadas. Pedimos informação para entender o mapa das linhas e saber qual a estação mais próxima da Times Square e as pessoas a quem perguntamos foram super solícitas. Em menos de 10 minutos, já estávamos lá. Achei o máximo! Não sei nem andar no metrô no Rio (meu bairro ainda não é atendido pelas linhas), mas peguei a manha em Nova Iorque!

Quase 6:30pm e estávamos sem almoço. Fomos ao Shake Shack (8th Ave between 43 and 44 St), que uma amiga havia me recomendado, dizendo ter o melhor hambúrguer de Nova Iorque. Ficava ali pertinho do hotel. Compramos e levamos para comer no quarto, porque estava muito cheio lá. Noooossa! Seguramente foi o melhor hambúrguer que já comi! 

Mas não dava pra saborear muito não, porque tínhamos que correr, estava quase na hora de sair de novo. Na programação, às 8pm, Mamma Mia!


Mamma Mia! é no Winter Garden Theater (1634 Broadway), também pertinho. Comprei o ingresso pela internet (Broadway.com) antes de ir, para garantir um bom lugar (Orchestra G 103-104) e por medo de esgotar (marinheira de primeira viagem), já que uma amiga havia me recomendado esse musical. Mas vi nos TKTS que é um show que dá pra comprar no dia, pegando ainda um bom lugar, e a um preço bem melhor, claro. Podem arriscar!

A estória é de uma menina vai se casar e tem o sonho de ser levada ao altar pelo pai, que não conhece. Encontra num diário antigo da mãe pistas de três possíveis pais e os convida para seu casamento, na esperança de descobrir quem é. Aí começam as confusões e conflitos, quando a mãe se depara com os três e vê reacender uma antiga paixão. A estória é bem “mamão com açúcar”, o elemento principal é que é embalada pelas músicas do ABBA. Músicas que marcaram gerações, como Dancing Queen, Mamma Mia, The winner takes it all, Chiquitita, dentre outras. Adorei! Saí da peça leve...

Tem um filme baseado na peça, com Meryl Streep, que eu ainda não tinha visto, o que foi bom, porque tudo foi novidade. Só procurei para ver depois que voltamos e o enredo é exatamente o mesmo. Recomendo a peça e o filme! Mas se não curtir ABBA, esqueça...

Depois do show, fechamos a noite na Times Square, olhando as lojas. Me encantei pela Disney Store, muito maior e mais sortida que as lojas Disney que conheci em Orlando, mas tudo bem que lá só visitei as lojas de outlets, então, tinham muita coisa de coleções passadas.

No quinto dia: Metropolitan Museum of Art, o MET! Leia aqui!
Kinha
Kinha

A bagagem de uma mulher, esposa, mãe, executiva e viajante, com um pouco de tudo e muito de nada.

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