Insights de gestão na Disney: a simplicidade é a essência das coisas

Você já deve ter ouvido algumas vezes alguém dizer “Tá pensando que aqui é a Disneylândia?” no ambiente corporativo... Toda vez que eu ouço essa frase, a resposta que me vem à cabeça é: “Deveria ser!”.

A Disney é referência em gestão pela excelência. Não importa em qual ramo de atividade você esteja, certamente terá um pouquinho a aprender com a cultura Disney. Eu sou disneymaníaca assumida, mas confesso que grande parte do meu encantamento vem justamente da admiração pela excelência no atendimento.

Por isso, vou começar a compartilhar alguns insights que a Disney me dá em relação à gestão.

Vamos começar ?

1) A simplicidade é a essência das coisas.

Não por acaso que vou começar por esse item. Simplicidade.

Tem uma frase de Walt Disney que diz assim: "I only hope that we don't lose sight of one thing - that it was all started by a mouse."

Essa frase é cheia de significado para mim. Particularmente, me inspira a lembrar que não se pode perder de vista de onde se começou. Não se pode perder a conexão com a sua origem, com suas raízes, para não se perder ao longo do caminho. 

Em matéria de serviços, a frase reforça que a percepção se forma a partir das coisas mais simples, dos pequenos detalhes. A apresentação, a limpeza, o cheiro, o som... Tudo gera um conjunto rico em detalhes, que forma um todo capaz de construir a percepção de excelência. Quando se é capaz de pensar no rato, de observar e cuidar das pequenas sutilezas, se constrói um todo para causar impressões maiores.

Sob a ótica da organização, essa frase representa “simplificação”. As organizações precisam ter a clareza que nem sempre as melhores soluções são as mais complexas. Muitas vezes a solução que o cliente espera nasce de ideias simples. As organizações precisam se libertar da complexidade que seus processos foram tomando, dos controles dos controles que foram se somando desde o processo industrial e eliminar o que não agrega ao resultado, com foco na redução de burocracia interna, liberando-se dos contrapesos incorporados na forma de relatórios, duplicidades, excesso de controles...

Os gestores não podem perder de vista qual o objetivo da organização e que tudo que é feito é um caminho para alcançá-lo, não deixando que o caminho se torne o objetivo final. 

Quando percebo que o processo está ficando complexo demais, lembro da analogia do ratinho: o caminho deve ser simples e instintivo, como se fosse para ser percorrido por um rato. Simples assim.




Kinha
Kinha

A bagagem de uma mulher, esposa, mãe, executiva e viajante, com um pouco de tudo e muito de nada.

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