5 dias em Santiago

Santiago, capital do Chile, é uma cidade linda com geografia privilegiada: fica colada na Cordilheira dos Andes. São 4h40 de viagem do Rio. Pegamos um voo no final da madrugada, para chegarmos de manhã cedo lá.

Chegar com o dia claro tem a grande vantagem do visual: a vista da cordilheira lá de cima é espetacular! Quando o comandante da aeronave anunciou que havíamos começado a sobrevoá-la, todos ficaram vidrados na janela... Todo mundo pensando que veria um pedacinho... Que nada! É uma extensão tão grande que você sobrevoa durante um bom tempo... Eu, que estava sentada na janela, fiquei ali, boquiaberta, contemplando... É realmente uma vista impressionante e inesquecível!
Desembarcamos já no ritmo de primeiro dia! Poucos dias e muito a conhecer. Para otimizar, dessa vez não alugamos carro, e sim, contratamos uma van com motorista e guia. O custo ficava na mesma faixa da locação de veículo para todo o período (porque estávamos em grupo de 3 famílias), com a vantagem de contar com a experiência dos profissionais para nos indicar as melhores opções de passeios e restaurantes... e de podermos beber um vinhozinho, já que ninguém iria dirigir! ;)

Nosso guia já estava a postos. Hora de explorar Santiago em 5 dias!

Quer conhecer a nossa programação ?

Escrevi alguns posts contando o que fizemos na nossa viagem. É só clicar nos itens abaixo:

Nossa hospedagem em Santiago: Plaza El Bosque San Sebastian
Conhecendo a Estação de Neve do Valle Nevado
Dando uma volta no Centro Histórico de Santiago
Tour e degustação de vinhos na Viña Concha Y Toro
Tour e degustação de vinhos na Viña Santa Rita
Nosso roteiro gastronômico em Santiago

Adorei conhecer Santiago na temporada de neve! Agora preciso voltar na época da colheita das uvas, para ver as parreiras carregadas! Ou se vê neve, ou se vê uva... Não dá para ter tudo de uma vez... Bom que sempre há razão para voltar!

Bj bj!

Santiago, capital do Chile, é uma cidade linda com geografia privilegiada: fica colada na Cordilheira dos Andes. São 4h40 de viagem do Rio....

Hospedagem em Santiago: Plaza El Bosque San Sebastian

Nossos filhos tinham o sonho de conhecer a neve. Como vocês sabem, sonho dos filhos vira sonho dos pais fácil, fácil, né ? Então, tiramos alguns dias e fomos conhecer a neve no Chile. Escrevi vários posts sobre essa viagem. Neste, vou falar sobre a nossa hospedagem, ok ?

Ficamos no Plaza El Bosque San Sebastian, um hotel 4 estrelas, super bem localizado, no centro empresarial de Santiago.

Foto: TripAdvisor (sempre tinha alguém na porta na hora que eu ia fotografar!😉)

O hotel fica num bairro considerado nobre, chamado Las Condes, perto da Av. Isidora Goyenechea, que é uma avenida famosa, cheia de bons restaurantes. Você pode ir tranquilamente jantar a pé.

Também fica próximo a um shopping excelente, o Shopping Costanera, que tem inclusive um supermercado, o Jumbo, onde você poderá fazer umas comprinhas para um lanchinho no hotel. Só não precisa se preocupar com o café da manhã, pois está incluído na diária e atende muito bem.

O hotel tem estacionamento privativo e gratuito e wi-fi também, para a alegria da criançada...

A boa foi optar pelo apartamento com dois quartos, que era basicamente uma casa: sala, 2 quartos, 2 banheiros e uma mini-cozinha.

Que tal um tour fotográfico ?

Sala vista da entrada

Sala vista da varanda

Suíte do casal (tem armário embutido do lado oposto)

Banheiro com banheira

Quarto com duas camas (com armário, que fica ao lado da porta)

Banheiro com box, um pouco menor que o outro, mas ajuda muito para evitar a fila para o banho...

Mini-cozinha equipada com freezer/refrigerador, microondas, cooktop, pia e todos os utensílios básicos (panelas, pratos, copos, talheres etc). Dava tranquilo para preparar uma refeição.


O serviço do hotel foi excelente, equipe educada e atenciosa.

Gostamos muito de ficar no Plaza El Bosque San Sebastian. Além de bem localizado, o apartamento é confortável e acomoda muito bem famílias com crianças. Recomendo!

Endereço: Calle San Sebastian 2800, Las Condes, Santiago, Región Metropolitana, Chile

Bj bj!

Nossos filhos tinham o sonho de conhecer a neve. Como vocês sabem, sonho dos filhos vira sonho dos pais fácil, fácil, né ? Então, tiramos a...

Direitos Humanos pra mim, pra vocês e pro seu João...

Hoje eu vou contar uma história... Talvez você já tenha ouvido também...

Era uma vez, um homem trabalhador chamado seu João. Seu João, casado com a dona Maria e pai de duas filhas, com muito sacrifício conseguiu o seu sonho de vida: criar as filhas com dignidade e ter seu pedaço de chão.

Ele mesmo, com sua habilidade de pedreiro, construiu a casa da família, com a ajuda da dona Maria, que ia cobrindo as despesas com suas encomendas de costura. Viviam felizes, uma vida sem luxo, mas que nunca faltou amor e o prato na mesa a cada refeição.

Nunca levou a família para viajar nas férias. Sequer foi possível fazer um passeio diferente no fim de semana. Mas nem por isso seu fim de semana era menos especial. O domingo era o dia de ir à feira, onde seu João já era um velho conhecido da maioria dos feirantes. Podia escolher um peixinho fresco e comprar a banana das crianças.

Seu grande prazer era sentar no portão e bater papo com todo mundo que passava, enquanto observava as crianças brincando na calçada. Seu mundinho era ali, com a família e os amigos da rua, vendo novas famílias se formando e novas casas subindo ali mesmo, nos quintais dos pais. Seu João era um homem feliz.

Suas filhas cresceram. Casaram. Os netos vieram. Seu João se sentia realizado.

Até que um dia, seu João se viu lesado. Foi golpeado pelo Governo, que não efetuou o pagamento da aposentadoria. Recebia o salário mínimo, não tinha como fazer reservas. Contava com o salário mensal na conta para cumprir suas obrigações. As contas foram chegando, uma após a outra, e se avolumando em cima da geladeira: luz, água, telefone... O gás acabou. A despensa esgotou. Geladeira só tinha água. O cartão de crédito, que só era usado para emergência, teve que entrar em ação... Mas o salário não veio, e os juros, sim.

Teve que contar com a ajuda das filhas, o que para ele já era uma humilhação. Afinal, sempre foi homem que cumpriu com sua obrigação familiar. Mas a economia doméstica das filhas já rodava bem justa, o que podiam era ajudar com a luz, para evitar que fosse cortada, e dividir as compras do mês...

Seu João e dona Maria já não têm aquela saúde de ferro. Tomam remédios para controlar a diabetes e a pressão. Agora, a doença é a depressão.

Seu João não pode mais ir à feira aos domingos. Não consegue colocar comida na mesa. Não dorme, mas também não sai da cama. Não tem ânimo para sentar no portão para conversar com os amigos. Perdeu a dignidade e a alegria de viver.

O Natal está chegando e esse ano não vai ter ceia. Com sorte, quem sabe uma rabanada na mesa ?

Infelizmente, esta história está longe de um final feliz...

Nesse Dia Internacional dos Direitos Humanos, antes de filosofarmos, que nós possamos refletir sobre o direito básico que está sendo tirado de milhares de cidadãos brasileiros: o direito à alimentação e à vida. Homens e mulheres, trabalhadores, que contribuíram para a nossa sociedade, como eu e você. Se cada um de nós puder fazer um ato concreto de apoio ao seu João que está por perto, estaremos dando um passo importante para a conquista dos direitos humanos, que estão sendo negados pelas instituições que deveriam promovê-los.

Bj bj!

Fonte da imagem: http://www.cdhep.org.br/2012/09/brasil-acata-159-das-170-recomendacoes-sobre-direitos-humanos-da-onu/110707_world_unity_hands/

Hoje eu vou contar uma história... Talvez você já tenha ouvido também... Era uma vez, um homem trabalhador chamado seu João. Seu João, ca...

BOOOM DIAAAA!

Saí de casa contando quantos dias estavam faltando para chegar sábado e poder dormir até tarde. Preguiça... Liguei o rádio e escutei as últimas notícias sobre a tragédia do Chapecoense. Tristeza... Mudei para a TV e me espantei ao saber que a Câmara dos Deputados varou a madrugada votando o pacote de medidas anticorrupção com um monte de modificações. Desânimo...

Preguiça... Tristeza... Desânimo...

Cheguei no pedágio. Abri a janela meio sem paciência porque o meu tag do passe rápido não estava funcionando. Ameacei abrir a boca para dizer "Bom dia" quando a atendente me atropelou com um "BOOOM DIAAA!" tão entusiasmado e com um sorriso tão largo que eu tive que retribuir. Aquele sorriso que não fica só nos lábios. Os olhos brilham, o rosto se acende. Uma luz na sombra daquela manhã.

Paguei e recebi o troco dela junto com um "Tenha um ótimo dia!" com a mesma alegria do primeiro cumprimento. Já me pegou com uma outra disposição, contagiada pela sua vibração.

Eu não sei se ela teve uma ótima noite de sono ou a melhor noite de sexo dos últimos tempos, se recebeu a notícia de ter vencido a luta contra um câncer, se seu marido teve alta no hospital, se seu filho não vai ficar para segunda época na escola, se está feliz por ter um emprego em tempos de crise ou simplesmente porque a tragédia do Chapecoense a fez refletir que a vida é um sopro e cada minuto tem que valer a pena. Não sei. Só sei que o bom dia dela me fez realmente enxergar que eu tinha tudo para fazer o meu bom dia.

Espero que ela nunca perca aquele dom de contagiar com a sua alegria. E deixo aqui o meu desejo de BOOOA NOITEEEE para vocês, pedindo a Deus para termos a benção de dizer BOOOM DIAAA amanhã de novo. Não é motivo o bastante para sorrir ?

Bj bj!








Saí de casa contando quantos dias estavam faltando para chegar sábado e poder dormir até tarde. Preguiça... Liguei o rádio e escutei as últ...

Chile: nosso roteiro gastronômico em Santiago

Não sei vocês concordam, mas para mim, lugar frio é sinônimo de boa comida. E Santiago não foi diferente! Só ficamos 4 noites na cidade, quem dera se tivéssemos tempo para mais, pois o pouco que conhecemos, deu para deixar o famoso "gostinho de quero mais"!

Vou comentar sobre alguns restaurantes que conhecemos na nossa viagem e que entraram para a nossa lista daqueles que valem repetir. Vem comigo nesse roteiro gastronômico ?

Como Água para Chocolate
Como diz meu marido, se tem chocolate no nome, só pode ser bom! Aqui, o chocolate só está no nome mesmo, mas o restaurante é bom demais.

O ambiente é meio rústico, com decoração vintage, pouca iluminação. Parece um casarão antigo. Tem fontes e flores enfeitando o lugar e até uma cama antiga compõe a decoração como uma mesa.
É um restaurante turístico típico, mas ao mesmo tempo, bem acolhedor. Os garçons são super atenciosos, o cardápio, variado e os pratos, maravilhosos. Drinks incrementados e deliciosos.

Quer saber mais ? Consulte o menu nesse link: http://www.comoaguaparachocolate.cl/es/menu?idioma=valor_PT

Endereço: Constitución 88, Providencia, Región Metropolitana, Santiago


Ali pertinho do Como Água para Chocolate fica o Pátio Bellavista, um lugar que tem que conhecer!

Pátio Bellavista
Imagina uma praça de alimentação a céu aberto, num ambiente charmoso. Além de gastronomia, tem diversas lojinhas de artesanato, para comprar aquelas lembrancinhas de viagem.

O ambiente acolhe bem durante o dia, mas é à noite que vira point. Com tantos bares e restaurantes com especialidades variadas, o Pátio Bellavista é uma opção segura: certamente vai encontrar um local que irá agradar ao seu grupo.

Nós só tomamos sorvete lá, pois circulamos após jantar no Como Água para Chocolate. Sorvete no frio ? Sim! Nós, brasileiros, em geral, associamos o sorvete ao calor... Mas, acredite: valia tanto a pena tomar aquele sorvete que tinha fila!

Endereço: Constitución, 53, Providencia, Región Metropolitana, Santiago

Restaurante Giratório
Esse restaurante é um espetáculo à parte. Fica no 18º andar de um prédio, permitindo uma visão panorâmica da cidade. Como o nome já indica, ele gira. Isso mesmo, a área em que ficam as mesas gira 360º em torno do eixo, dando uma volta completa a cada hora e 20 min.

Fica tranquila, a gente quase não sente o restaurante girar. Eu fico tonta à toa e ainda sentei numa posição na mesa de costas para o sentido de rotação, mas não senti nada.

Confesso que a refeição em si não foi nada de excepcional, foi "honesta", como dizemos, nem mais nem menos que o esperado, mas recomendo o restaurante pela vista. Dali você vê Santiago inteira, com o paredão da Cordilheira dos Andes ao fundo. Para aproveitar a vista, melhor ir antes de escurecer!

Destaque para o teto espelhado. Olha só!
Endereço: Av. Nueva Providencia 2250, P 16, Providencia, Región Metropolitana

Juan y Medio
Se você quiser apreciar uma comida chilena típica, quase caseira, com pratos que acompanham as famílias há gerações, aqui é o lugar.

O primeiro restaurante Juan y Medio foi aberto em 1947. Esse nome tem uma história bem interessante: segundo conta-se, Don Juan era um homem muito alto e forte e recebeu esse apelido por causa da fartura dos pratos que sua esposa lhe servia. Ele comia por um homem e meio. Dizem que o restaurante até hoje serve as porções como naquela época, e realmente não temos o que reclamar das porções, os pratos individuais servem tranquilamente 2 pessoas.

Nós pedimos uma opção bem típica chamada "Cazuela de Vacuno". Parece uma sopa, com carne, batata, cenoura, abóbora, feijão verde, arroz e milho (isso mesmo, uma espiga de milho cozida na sopa!). O tempero é bem forte, sabor diferente das nossas sopas. Nós gostamos.

A sobremesa é que foi um pouco decepcionante. Pedimos uma leche asada. Pelos ingredientes, pensamos que parecia um pudim, mas é bem diferente da nossa sobremesa, menos doce e menos cremosa, e ao meu gosto, menos saborosa. Se aproxima de um bolo de pudim.

Fotos do site do Juan y Medio - Exatamente como nos foi servido!

O atendimento no Juan y Medio é um diferencial. Parece mesmo que você está sendo recebido na casa de um conhecido, tamanho clima acolhedor e atenção dos garçons.

Endereço: Vitacura: Av. Vitacura, 6721, Santiago.

Confiteria Torres
Outro restaurante bem tradicional que vale a pena conhecer. Fundado em 1879, dizem que é o restaurante mais antigo de Santiago ainda em funcionamento.

A história do restaurante também é bem interessante. Segundo contam, José Domingo Torres era mordomo de uma família da aristocracia chilena, que cozinhava tão bem que passou a ser requisitado por amigos da família. Chegou a um ponto que seu patrão decidiu abrir seu próprio negócio, já que quase não contava mais com seus serviços na casa.

É engraçado que não dá para ter uma visão do restaurante pela fachada. O estilo parece bem simples, um típico café com mesinhas ao ar livre. Você passa para a área interna do restaurante e vê uma decoração bem tradicional e requintada. Os lustres e espelhos compõem esse ambiente e as mesas estão postas impecavelmente com toalhas brancas, taças de cristal e pratarias (pelo menos, parece! Imagem é tudo! rs) Para quem é do Rio de Janeiro, o ambiente interno me lembrou a Confeitaria Colombo.

O restaurante tem um cardápio bem variado, mas especializado na cozinha chilena, com muitas opções de frutos do mar e carnes.

Eu estava com uma dor de cabeça danada, queria uma refeição bem leve. O garçom me sugeriu um creme de milho que estava maravilhoso! Meu marido pediu um prato que parecia um escondidinho de frango, mas com um pedaço de frango inteiro ao fundo. Diferente, mas ele também adorou! Seguimos a sugestão do garçom, que foi super atencioso, e deu super certo!

Se você não quiser arriscar uma comida típica, aqui também tem opções com massas ou arroz, bife e batata frita, que sempre agradam as crianças! ;)

Endereço: Avenida Isidora Goyenechea 2962, Las Condes, Santiago


E você, tem outras dicas de restaurantes ? Me conta, pois vou deixar tudo anotadinho para a próxima viagem! ;)

Bj bj!

Não sei vocês concordam, mas para mim, lugar frio é sinônimo de boa comida. E Santiago não foi diferente! Só ficamos 4 noites na cidade, qu...

Crônica de Aeroporto


Reunião importante em SP. Separei a roupa na véspera, tudo coordenado. Acordei às 5h da manhã. Cabelo escovado. Manicure em dia. Maquiagem leve. Perfume suave. Apresentação no pendrive.

Cheguei no aeroporto e sentei em frente ao portão de embarque. Aproveitei para repassar os slides da apresentação. De relance, percebi um olhar na minha direção. Não dei importância e voltei a fazer minha anotação.

Embarque iniciado. Fui uma das últimas a embarcar. Entrei na aeronave lendo as últimas mensagens no celular. Quando levantei a cabeça, “senti” alguém me observando. Nossos olhares se cruzaram por fração de segundos. Não é que era o mesmo cara do saguão ? Confirmei o meu assento e foquei naquela direção, que estava duas fileiras na sua frente.

Sentei e desliguei o celular. Folheei a revista de bordo e me preparei para recostar a cabeça na janela e dormir, como faço sempre. Apaguei.

Pouco antes da aeronave pousar, quando a comissária passou pelo corredor para verificar se os assentos estavam na vertical, recebi dela um cartão. “O senhor no assento 18 B pediu para entregar a você.” Era um cartão de visita. Zonza de sono, olhei para trás para ver se conhecia. Mal virei, me lembrei, mas já tinha olhado. “Que mico”, pensei.

Disfarcei. No verso do cartão estava escrito: “Tolice é viver a vida sem aventura. Me liga.”

Quando a aeronave aterrissou, queria tanto descer que fiz o que eu costumo criticar: levantei logo e entrei para a fila no corredor.

De repente, atrás de mim, a uma ou duas pessoas, ouvi alguém cantarolando: “Me dá um beijo então, aperta a minha mão... Tolice é viver a vida assim, sem aventura...”

Senti o rosto ferver. Devo ter ruborizado. Saí da aeronave em disparada e só desacelerei quando cheguei do lado de fora do terminal. Encontrei o pessoal que ia me acompanhar na reunião e esqueci desse episódio até a hora do embarque para vir. Foi quando eu consegui rir...

O cartão ? Ficou lá mesmo no avião... Talvez alguém tenha encontrado e ligado...

Tolice ? Não! A vida já é a grande aventura. Tolice é colocar em risco a aventura que escolheu viver.

Afagou o meu ego, sou ré confessa e pronto... Mas virou somente essa crônica de aeroporto.

Reunião importante em SP. Separei a roupa na véspera, tudo coordenado. Acordei às 5h da manhã. Cabelo escovado. Manicure em dia. Maq...

Chile: Dando uma volta pelo Centro Histórico de Santiago

Faz parte de qualquer roteiro básico em Santiago dar uma volta pelo centro histórico, onde estão os principais monumentos históricos, já que a fundação da cidade aconteceu ali naquela região. Tiramos um dia para visitar alguns desses pontos turísticos. Quer nos acompanhar nesse circuito ?

Palácio de La Moneda
O Palácio de La Moneda é um dos pontos turísticos do país e recebeu esse nome porque antigamente era onde funcionava a Casa da Moeda. Atualmente é a sede da Presidência do Chile.

Dia sim, dia não, às 10 h da manhã, acontece a solenidade de troca da guarda do palácio, com direito a banda militar, cavalaria, militares marchando, etc.
Além dos turistas que cercam o palácio para assistir a solenidade, vi chilenos passando por ali, em plena correria cotidiana, e dando uma paradinha para olhar respeitosamente. Vi também crianças da pré-escola, acompanhadas de suas professoras, assistindo a solenidade e marchando com os soldados. Fiquei admirada que ali, no centro da cidade, acontecesse aquela manifestação cívica.

Ali na praça fica um monumento do presidente chileno Salvador Allende, deposto pelo golpe de estado em 1973, quando assumiu o ditador Pinochet.

Catedral Metropolitana de Santiago
A Catedral Metropolitana de Santiago é a principal igreja católica do Chile, sede da Arquidiocese. Diz-se que desde a fundação da cidade, Pedro de Valdivia reservou uma área na Plaza de Armas para construir uma igreja, por isso a história da Catedral se mistura com a história do Chile. Além da sua importância religiosa, a catedral é um monumento valioso pela sua história e arquitetura, tendo sido declarada patrimônio histórico do país.

Curiosidade: esta igreja já teve que ser reconstruída 5 vezes ao longo da história, por diversos motivos, de terremotos a incêndios. A última construção é datada de 1748, mas continuou sendo aperfeiçoada por anos, só sendo realmente declarada concluída em 1800. Tendo passado por diversos profissionais, a igreja acabou adquirindo um estilo bem eclético.

Desculpe, mas você não vai ver fotos da parte interna da catedral aqui, pois eu não costumo fotografar dentro das igrejas. Prefiro só contemplar e orar... 

Mercado Central
O Mercado Central é um ponto turístico da cidade que abriga um típico mercadão. Ali são vendidos peixes frescos, frutos do mar, frutas típicas, verduras, ervas, etc. 

Por fora, parece uma construção antiga (o prédio é datado de 1872) e tradicional, mas por dentro lembra uma estação de trem, por sua estrutura de ferro.
 Monumento no centro da área principal

Difícil dar um passo sem ser abordada pelos garçons nas portas dos restaurantes que ficam na praça central do mercado. O prato mais recomendado é a centolla, um crustáceo que parece um caranguejo, só que muito maior. Dois restaurantes são bem tradicionais: El Galeón e Donde Augusto.
Além dos restaurantes, a praça principal também concentra lojas de artesanato e agências de turismo. Achei as atendentes das lojas de artesanato pouco amistosas e muito impacientes com as crianças. Acreditem ou não, uma senhora levantou uma colher de pau na direção das mãos da minha filha para impedir que ela mexesse nos objetos. Saí da loja imediatamente. Mal sabe ela que quem me faz comprar artesanato é a minha filha... Perdeu a cliente. 

Ah! Antes de chegar na entrada principal do Mercado Central, no contorno do prédio, mas voltada para a rua, encontramos o Lunino Emporio, o lugar que vende a empanada de piño mais famosa de Santiago. Nós nem almoçamos no Mercado Central, pois ninguém resistiu a provar essa especialidade chilena. Sinceramente, não fiquei muito fã da empanada de piño, não, mas acho que tem que experimentar.

Cerro de Santa Lucía
O cerro de Santa Lucía é um elevado no meio da cidade onde aconteceu a fundação da cidade de Santiago, pelo espanhol Pedro de Valdívia, em 1541. (Santiago tem quase a mesma idade que o Brasil!)

Ali no cerro estão uma capela e as ruínas de um castelo e um forte. Isso porque o cerro foi durante anos uma fortaleza para as tropas espanholas, que tinham no lugar uma vista privilegiada da cidade (e dos movimentos dos invasores).
São quase 300 degraus de escada para chegar no alto do cerro, mas vale a pena porque a vista é linda.
Além de você ver toda a cidade, ainda tem o paredão da Cordilheira dos Andes ao fundo.
Os jardins são um convite para desfrutar bons momentos ali. Vi muitos profissionais arrumados, homens de terno e gravata, mulheres de tailler, relaxando no gramado, no pé do cerro, no horário de almoço; jovens namorando; crianças brincando. Definitivamente, é um lugar para relaxar no meio da cidade. Vale a visita.

Centro Artesanal Santa Lucía
Logo na descida do Cerro de Santa Lucia, perto da estação de metrô, a gente encontra um centro artesanal, cheio de coisas bonitas. Dá para perder um tempinho comprando artigos chilenos, como pantufas e tapetes de lhama, quadros de cobre, bijuterias de lápis lazúli, uma pedra semi-preciosa muito comum nos artefatos da civilização egípcia e presente nas minas do chile, de cor azul, entre outros itens. Prepare-se para gastar um bom tempo (e dinheiro!) por ali.
Assim, encerramos nosso passeio pelo centro histórico. Da minha lista, faltou visitar o Cerro San Cristóbal, mas teve que ficar para a próxima vez! O horário ficou apertado porque tínhamos reserva no restaurante Giratório. Contarei sobre ele no próximo post!

Bj bj!

Faz parte de qualquer roteiro básico em Santiago dar uma volta pelo centro histórico, onde estão os principais monumentos históricos, já qu...

É peito

Nasceu minha afilhadinha. Uma princesa! Como todo bebê, chora...
Ela começa a chorar e todo mundo já olha pra mãe: é peito. 
Não tem essa estória de 3 em 3 horas. Quando ela chora, é peito. 
Mas e se o choro não for fome ? É instintivo. Deu peito e parou de chorar, está resolvido. 
Se a mãe dormiu, bem. Se comeu, amém. Na hora do choro, não tem pra ninguém.
"Ela está fazendo o peito de chupeta."
Oi??? Não seria a chupeta de peito? Afinal, o que veio primeiro ? 
“Mas acabou de mamar! Vamos tentar enrolar."
Espera ouvir choro de bebê por 5 minutos só. Você pede a Deus pra parar... E à mãe pra pegar... 
E na madrugada? O silêncio amplifica o som e você corre para abafar no peito. Tudo pela política da boa vizinhança. 
É... Vida de mãe é uma batalha solitária. Por mais que role a paternidade responsável e que tenha uma dupla jogando em casa, nessa etapa inicial tem uma parte que você não pode pode dividir com o pai. Amamentar é só com você. 
Você repete pra si mesma que esse momento é mágico, que está criando o vínculo afetivo com seu filho, mas na verdade, tudo o que você mais quer é que ele mame rapidinho pra você dormir mais um pouquinho. 
Você passou 9 meses cercada de cuidados e agora ninguém se importa com como realmente está. O centro das atenções agora está do lado de cá. 
E como ninguém sabe o que se passou na madrugada, todo mundo olha como se você tivesse todas as condições para estar descansada, bela e arrumada.
Você cheira a leite e acha que sua vida agora é comparável a de uma vaca leiteira. Começa até a se questionar se está perdendo a razão, porque todo mundo te repete o bê-a-bá como se fosse uma dica certeira. 
"Maternidade é simples. É só se organizar", dirão. Mas ninguém lembra que tem que combinar com um ser pequenino e amado, que não é capaz de entender as suas regras de gestão. 
Você passou o comando. Agora, tem alguém no topo da hierarquia, mamando. 

Concluindo, usando a gíria carioca, é peito!


Nasceu minha afilhadinha. Uma princesa! Como todo bebê, chora... Ela começa a chorar e todo mundo já olha pra mãe: é peito.  Não tem e...

Chile: Degustação de vinhos na Viña Santa Rita

Depois de conhecer a vinícola Concha y Toro, também fomos visitar a Viña Santa Rita. Como elas ficam pertinho, na região do Valle del Maipo, deu pra conciliar as duas visitas no mesmo dia. Detalhe: o Valle del Maipo é a única região vinícola do mundo dentro dos limites urbanos de uma grande cidade e é onde ficam as viñas mais antigas do país! Pensa: a meia hora de Santiago, já estamos numa vinícola. Imperdível, né ?

Fundada em 1880, a Viña Santa Rita recebeu esse nome em homenagem à Santa Rita de Cássia, conhecida como a santa das causas impossíveis. Um dos seus vinhos famosos é o 120, que é encontrado com facilidade aqui no Brasil, mas tem muitos outros conhecidos.

O tour começa com uma breve explanação sobre a história da vinícola e suas especialidades...
Nesta área, foram plantados todos os tipos de uvas que são usadas na produção dos diferentes vinhos da vinícola, para dar uma visão geral aos visitantes. É uma pena que não estávamos na época da colheita, somente vimos videiras secas...
A seguir, passamos por uma área de plantio, que a gente perde de vista até onde vai...
E chegamos na área de produção... Aqui nesta vinícola o processo é mais industrial que na Concha y Toro, o armazenamento é de grande porte, parece que você está numa refinaria!

Seguimos para a Bodega número 1, onde os vinhos descansam em barris de carvalho. Lá a gente teve uma aula sobre a diferença dos barris de carvalho francês e americano, bem como o tempo de uso. Sabia que esses dois fatores são determinantes para a categoria do vinho ?
Logo após, visitamos a Bodega dos 120 patriotas. Ali é contada a história que envolve a independência chilena. A fazenda onde hoje é a Viña Santa Rita era propriedade de Dona Paula, uma senhora que teve participação importante na história do país por ter abrigado em sua fazenda 120 patriotas, cansados e feridos após uma intensa batalha pela independência. O vinho 120 recebeu esse nome em homenagem aos 120 patriotas.

Na bodega tem bonecos de cera ilustrando essa passagem histórica e é exibido um vídeo. Cá entre nós, acho que pelo investimento que a vinícola tem e pelo foco turístico dessas visitas, já está na hora de darem um upgrade nesse material todo, tanto nos recursos audiovisuais (o filminho está bem caído) quanto nos bonecos.

O tour termina com a degustação de 3 tipos de vinho, sendo um branco e dois tintos. A taça é um brinde para os visitantes.
O tour dura cerca de 1h20 e tem horários de visita em português. Basta agendar no site. Os grupos são de até 30 pessoas e custa $ 12.000 pesos chilenos por pessoa.

Crianças não pagam, mas preciso alertar que também não bebem nada! Só na hora que serviram o vinho que descobri que existe a possibilidade de pagar na bilheteria para servirem suco de uva para as crianças. Na hora da degustação, o guia da vinícola pergunta quem pagou pelo suco e entrega às crianças (suco de caixinha). O nosso guia não nos informou e os nossos ficaram de boca seca! 

Acho que a vinícola poderia ter mais foco no encantamento dos seus clientes. Oferecer uma caixinha de suco para todas crianças seria cortês e elegante e o custo seria pouco representativo. Fica como sugestão de melhoria.
Esse é o tour clássico, mas tem diversos outros tipos, que podem se enquadrar melhor aos diferentes perfis. Para quem entende (e estávamos com entendidos), o clássico pode ser bem superficial. Tem um tour chamado “Bike and wine”, boa opção para os esportistas, pois os visitantes andam de bicicleta por três diferentes viñas, uma delas onde o vinho Carmenere foi redescoberto no Chile. Outro tour bem interessante envolve a produção de vinho pelo grupo e os visitantes levam uma garrafa do seu produto. Concluindo, não faltam opções. É só escolher.
Como eu estava só de curiosa, sem nenhuma pretensão além de simples turismo, acho que o tour clássico ficou na medida. Valeu o passeio.

Bj bj!

Depois de conhecer a vinícola Concha y Toro , também fomos visitar a Viña Santa Rita. Como elas ficam pertinho, na região do Valle del Ma...

Caraca, maluco!

Estava no trabalho, concentrada analisando projeções financeiras, quando um colega entrou na sala e me deu uma notícia tão inesperada que eu soltei sem pensar um “Caraca, maluco!”. Mais inesperada foi a cara da pessoa, que me olhou com um ar de interjeição tão natural quanto soou a minha expressão! Depois que ele saiu, ri sozinha pensando no meu “Caraca, maluco!”... Mas o que isso tem de mais ? Bem, deixa eu explicar melhor...

Primeiro, preciso dizer que “Caraca, maluco!” é a minha cara! Se tem uma expressão que eu uso sempre é “Caraca, maluco!”. Se a coisa é boa, "caraca, maluco!"; se é ruim, "caraca, maluco!"; se é divertida, "caraca, maluco!"; se é surpreendente, "caraca, maluco!"; se estou com raiva, ... Enfim, você já entendeu... “Caraca, maluco!”. Só muda a entonação, a expressão, não. Falo há muito tempo, bem antes do “Caraca, moleque!” do Thiaguinho, desde a adolescência (nem faz tanto tempo assim – rs).

Então qual a surpresa do meu "Caraca, maluco!” que eu comentei no início deste post ? Simplesmente porque ele não faz parte da minha versão profissional. Antes que você fique inclinado a julgar: eu não tento ser quem não sou no trabalho, apenas sou mais formal. E com o passar dos anos, a linha tênue foi ficando cada vez mais rígida... De tal modo que até uma eventual ligação particular dentro do ambiente de trabalho é diferente. A inflexão muda, o vocabulário, enfim, a comunicação é diferente. E juro, sem esforço algum. Sou eu. Eu no trabalho.

Soltar um “Caraca, maluco” no escritório soou estranho, mas ao mesmo tempo, natural. Me deu aquela sensação de sofá de casa, de estar à vontade, mesmo no trabalho. A gente fala tanto sobre a importância de construir um bom ambiente de trabalho, já que passa a maior parte do tempo lá, e de repente me vi assim: inteira, entregue, leve. Naquele momento, eu percebi que ali eu também me sinto em casa.

Caraca, maluco!

Bj bj!





Estava no trabalho, concentrada analisando projeções financeiras, quando um colega entrou na sala e me deu uma notícia tão inesperada que e...